Biblioteca Louis Braille tem 9 mil obras à disposição

Acervo está disponível para todo país; solicitações de novos títulos podem ser feitas gratuitamente

A Biblioteca Louis Braille, no Centro Cultural São Paulo, tem cerca de dois mil usuários espalhados pelo Brasil. O acervo, que concentra nove mil livros – sendo dois mil em áudio e sete mil no sistema de leitura em braille –, ganhou força com um dos projetos da vereadora Mara Gabrilli, o “Ler para Crer”.

Sob o ponto de vista do bibliotecário Jair Barbosa, o projeto serve para cobrir o espaço que a imprensa deixa em branco com relação aos “não-videntes”.

O usuário que precisar de um título que não exista na biblioteca pode solicitar, gratuitamente, a produção de um exemplar.

Segundo a assessoria de imprensa da vereadora, a maior dificuldade do plano é receber das editoras um livro no formato digital – já que as empresas que detém os direitos autorais temem a reprodução ilegal das obras.

Fachada do CCSP MarcosEmpréstimos e solicitações
Diariamente, cerca de dez pessoas visitam o ambiente para pesquisas ou simplesmente para leitura.

Os interessados em levar os livros para casa podem fazer um cadastro na biblioteca. O empréstimo dura um mês para livros comuns – falados ou em braille – e, para o material didático, o período se estende ao fim do ano letivo.

Barbosa explica que não é todo o conteúdo do volume que sai da biblioteca. “As obras em braille são grandes demais, mandamos só os capítulos que a pessoa precisa”, afirma. “Cada página impressa representa de três a quatro em braille”, completa o bibliotecário.

Os moradores de outras regiões do país podem solicitar os livros por e-mail ou telefone (veja abaixo as informações úteis). Não há custo para envio, já que materiais destinados a deficientes visuais são isentos das tarifas postais.

Reprodução de livro em braille

Funcionamento
O espaço, que concentra cerca de 12 funcionários – sendo a maioria não-vidente –, contrata mediante prestação de concurso público. A biblioteca também conta com a ajuda de estagiários e voluntários.

“Muitos trabalham imprimindo e revisando os textos”, conta o bibliotecário que é formado em duas faculdades – Letras e Biblioteconomia.

O acervo também precisa de ‘ledores’ – pessoas dispostas a ler os volumes impressos para que sejam redigidos em braille – e de voluntários que queiram contribuir gravando os livros em áudio.

Interessado em pedir uma obra ou em ser voluntário?
Telefone: (11) 3397-4088
E-mail: bibliotecaccsp@prefeitura.sp.gov.br

Biblioteca Louis Braille
Rua vergueiro, 1000
Cep: 01504-000
Paraíso – São Paulo-SP
Horário: terça a sexta, das 10h às 19h; sábados e feriados, das 10h às 17h

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