Público da Virada Cultural bate recorde em 2009; circulação difícil foi marca do evento

Publicado originalmente no site MapLink

Por Gustavo Lima

A 5ª Virada Cultural teve o tráfego mais complicado de todas as edições. Das 19h de sábado (2) até as 6h de domingo (3), o MapLink apurou que pedestres e motoristas transitavam com dificuldade pelo centro da cidade de São Paulo. Os paulistanos que optaram pelo Metrô encontraram o acesso principal para o evento – a estação República, da Linha 3-Vermelha, – fechada para obras.

A festa, que contou com o Metrô e a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) operando por 24h, bateu recorde de público. Cerca de 4 milhões de pessoas se dividiram entre as 800 atrações espalhadas pela metrópole.

Por volta da 0h de domingo, período em que o cantor Marcelo Camelo fazia seu show, era impossível circular pela Avenida São João.

A falta de espaço, o empurra-empurra e a sinalização precária ocorrem em todos os palcos do centro. As complicações contribuíram para que os cidadãos caíssem nos buracos das ruas ou trombassem com vendedores ambulantes.

Mas os problemas da festa não se limitaram à circulação. O lixo deixado nas vias, os bêbados e a desorganização do evento desestimularam parte da platéia.

Motoristas x pedestres
A multidão da Virada atrapalhou também o fluxo dos veículos. No Largo do Arouche, os ônibus passavam rentes aos carros parados. Além disso, os coletivos desviavam dos pedestres a todo momento.

Em entrevista ao MapLink, um agente da Companhia de Engenharia de Tráfego paulistana (CET-SP), que se identificou como Júnior, afirmou que todo o trânsito estava fluindo mal. “Se há algum ponto ruim? Eu diria que todos estão”, avaliou.

O motorista do Serviço de Atendimento Especial (Atende), da SPTrans, Carlos Alberto, também reclamou da lentidão na região. “Está muito difícil andar por aqui”, disse.

As dificuldades no tráfego ajudaram os estacionamentos do centro a ficarem lotados. “Todas as nossas 70 vagas estão ocupadas”, declarou o manobrista do Star Car, Robson Henriques.

Subterrâneo paulistano
A esperança sobre os trilhos, o Metrô, não agradou o público. A estudante Nivia de Souza reclamou do fechamento da estação República. “Fecharam a estação mais próxima de tudo logo nos dias da Virada”, comentou. “Tive que descer em outra estação para chegar na São João”, explicou.

De acordo com o Metrô, as obras da Linha 4-Amarela bloquearam a parada. O Megatatuzão passou entre as estações Anhangabaú e Santa Cecília, ambas da Linha Vermelha.

A fim de evitar aglomerações, por volta das 5h30 do domingo, a estação São Bento, da Linha 1-Azul, abria e fechava suas portas a cada 15 minutos.

Dentro do subterrâneo, o paulistano esperou cerca de 20 minutos para atravessar as catracas e embarcar nos trens.

Balanço MapLink
Se a Virada Cultural for medida pelo tráfego, o balanço final só pode ser avaliado como complicado. Apesar dos esforços da Prefeitura de São Paulo e dos transportes sobre trilhos do Governo do Estado paulista, o cidadão que optou pelo transporte público ou particular sofreu para aproveitar a festa plenamente.

>>>LEGENDAS E CRÉDITOS DAS IMAGENS (DE CIMA PARA BAIXO)
Foto 1 – Na noite de sábado, público se amontoa para conferir show na Avenida São João/Luciana Figueiredo
Foto 2 – Marcelo Camelo se apresenta na 5ª edição da Virada Cultural/Divulgação/PMSP
Foto 3 e destaque na homepage de notícias – Panorama se repete no último dia do evento 24 horas/Priscila Azul

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