Houve uma discussão interessante no dia de hoje. Ouvi muito sobre a pobreza e como toda a sociedade é cúmplice dessa situação. A discussão começou por conta de dois vídeos. 

O primeiro foi o “Ilha das Flores“. Um curta-metragem feito em 1989 que conta como a sociedade capitalista é alienada em relação as pessoas abaixo da linha de pobreza. Em determinado momento, as pessoas recebem os restos dos restos dos alimentos que foram dados aos porcos.

O segundo foi o filme “À margem da imagem“. Neste, vemos o “sub humano” de maneira humanizada, descrição muito coerente de Álvaro, um amigo meu. O filme mostra como pessoas miseráveis sobrevivem nas ruas e um pouco de sua cultura diária.

A grande discussão aconteceu quando a questão “o que fazer para mudar isso” apareceu. Como transformar pessoas que não pertencem ao sistema capitalista em “problemas” a serem solucionados?

Por não serem consumidores, pouco se faz. Pior ainda, vivem em uma sociedade extremamente conivente, onde não questionamos os males que os produtos que consumimos fazem a outros seres humanos.

Tratamos semelhantes como inferiores aos produto que consumimos. Só observamos seus sofrimentos quando são transformados em “arte”. Vemos o sofrimento alheio como uma beleza que incomoda, mas não nos incomodamos a ponto de reverter tal situação.