Sétimo Encontro de Jornalismo acontece no Campus Rudge da Universidade Metodista de São Paulo
Sétimo Encontro de Jornalismo, que acontece no Campus Rudge Ramos da Universidade Metodista de São Paulo

O jornalista Paulo Henrique Amorim foi convidado a tratar dos assuntos referentes à mídia televisiva. Logo no começo da palestra, Amorim trata de assuntos polêmicos, como a relação Lula x Tv Globo e, segundo ele, a manipulação que a tv Globo exerce, tanto política, econômica e socialmente.
O jornalista afirma que, a emissora proibia seus funcionários de “subir” o áudio do, na época, candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva. Era a época da disputa Collor X Lula. Amorim afirma que tais medidas eram políticas, afins de eleger Collor como presidente, o que realmente aconteceu.
A crítica do jornalista recai ao presidente. Segundo ele, mesmo com os “boicotes” da rede de tv, Lula aparece, assim que eleito, sendo entrevistado an emissora e sendo âncora de um de seus principais jornais. Para ele a ação foi ruim para o presidente, por dar sua imagem a apenas uma mídia, e para a rede televisiva, que mostra parcialidade ao deixar o político ancorar o jornal.
Na reeleição do presidente, em 2006, a Globo, segundo Amorim, o levou ao 2º turno enfatizando sua ausência no debate e o assimilando à corrupção vigente, os “aloprados“.

Amorim afirma que Lula teme as grandes mídias (Globo, FolhaSP e Estadão), segundo ele, a criação da “Tv Brasil”, que, segundo o jornalista, é uma tv que você só ouve falar, é a maneira que o presidente encontrou de enfrentar as mídias sem realmente fazê-lo. Ele ainda defende a criação de uma “política de comunicação”, por onde investimentos em propaganda seriam decididos pelo ministério da cultura, e não por empresas privado.

Questionado sobre o caso do processo da Universal, Edir Macedo é o dono da rede Record, contra a Folha de São Paulo, Amorim diz não ser qualificado para responder.

Foto: Gisele Saturnino Assis